Conversão offline: devolva ao Google Ads e à Meta a venda que aconteceu de verdade
Conversão offline é a venda que aconteceu fora do site (no telefone, no WhatsApp, no balcão) devolvida à plataforma de anúncio e ligada ao clique que trouxe a pessoa. Sem ela, o Google Ads e a Meta aprendem com quem clicou ou preencheu um formulário. Com ela, aprendem com quem pagou.
O problema que a conversão offline resolve:
Para quem vende pela internet, a plataforma vê a compra: o pixel dispara na página de obrigado e o algoritmo sabe quem pagou. Para uma clínica, uma escola, uma loja de bairro ou qualquer negócio que fecha a venda numa conversa, a plataforma vê só o começo. Ela sabe quem clicou, quem chamou no WhatsApp, quem preencheu o formulário. Não sabe quem virou cliente.
O resultado é conhecido de toda gestora e todo gestor de tráfego: a campanha otimiza para o que consegue medir. Se o que ela mede é o formulário, ela traz mais formulário, inclusive de quem nunca vai comprar. O custo por lead cai, o faturamento do cliente não acompanha e a conversa do fim do mês fica difícil.
A conversão offline fecha o circuito. Quando a venda acontece, ela volta para a plataforma com o identificador do clique original e com o valor. A partir daí, o leilão aprende com quem pagou, e não com quem só demonstrou interesse.
O que precisa existir para a venda voltar:
A conversão offline depende de uma coisa que se perde com facilidade: o identificador do clique. É ele que permite ao Google e à Meta saber que aquela venda veio daquele anúncio.
- No Google Ads: o
gclid, e owbraidou ogbraidquando o navegador do iPhone bloqueia o primeiro. Os três não são sinônimos: cada um tem campo próprio no envio, e mandar um no lugar do outro é mandar lixo. - Na Meta: o
fbclide os cookies do pixel (_fbce_fbp), quando existem. - Nos dois: o e-mail e o telefone da pessoa, transformados em SHA-256 antes de sair. É o formato que as duas plataformas exigem para casar a venda com o clique quando o identificador falta.
No TexLead, o identificador é guardado no momento em que o lead entra: pelo formulário do site e pela visita que a tag de coleta liga ao lead. Se ele chega na primeira visita e o telefone só aparece depois, o registro é completado, nunca sobrescrito.
Como o TexLead decide o que enviar:
O fato que volta para a plataforma é a cobrança paga do cliente final, lançada no financeiro do TexLead. O valor enviado é o que entrou de verdade: desconto e pagamento parcial contam como foram, porque mandar o valor da fatura ensinaria o algoritmo a perseguir um tíquete que ninguém recebeu.
A venda é atribuída ao lead mais recente do mesmo cliente que tem identificador de clique, dentro da janela de atribuição (90 dias por padrão, ajustável de 1 a 365) e anterior ao pagamento, preferindo o que já está marcado como convertido. É uma regra declarada, e a lista de envios mostra a qual lead cada venda foi atribuída.
Para quem não usa o financeiro do TexLead, existe a alternativa de enviar o próprio lead marcado como convertido. Ela fica desligada por padrão, porque com as duas ligadas o mesmo negócio contaria duas vezes e o leilão passaria a otimizar pelo dobro.
Lead anonimizado a pedido do titular, pela LGPD, não volta para o leilão. Sumir inclui parar de alimentar o algoritmo de anúncio.
O ensaio vem antes, e o modo real é uma decisão:
Conversão enviada por engano para a conta de anúncio de um cliente polui o aprendizado e não tem desfazer. Por isso o TexLead começa em ensaio: a fila é montada, cada linha mostra o cliente, o lead atribuído, o valor, o destino e o tipo de identificador de clique, e nada sai. Passar para o modo real é um pedido explícito da agência, registrado na trilha com quem pediu e quando.
A fila roda de hora em hora e cada linha termina em um estado com nome em português:
| Estado | O que significa |
|---|---|
| Na fila | Esperando a próxima rodada. |
| Ensaio, nada foi enviado | Montada e conferida, sem tocar a plataforma. |
| Enviado | A plataforma recebeu. |
| Sem conta conectada | O cliente ainda não ligou a conta de anúncio, ou ligou sem a permissão necessária. |
| Sem identificador do clique | Não há como a plataforma saber de qual anúncio a venda veio. |
| Clique fora do prazo | O clique passou da validade da plataforma. |
| Falhou, vai tentar de novo | Erro passageiro; nova tentativa com espera crescente. |
| Desistiu depois de várias tentativas | Seis tentativas sem sucesso; o último motivo fica escrito. |
As novas tentativas esperam 15 minutos, depois 30, 1 hora, 2 e 4, com teto de 12 horas entre elas. E o botão de reenviar nunca alcança o que já foi enviado: reenviar uma conversão aceita faria o Google contar duas vendas, e a tela explica isso em vez de obedecer.
Os prazos que as plataformas impõem:
Venda que demora a fechar é o caso comum em serviço, e as plataformas têm limite para aceitar uma conversão ligada a um clique antigo:
- Google Ads: o clique vale por 63 dias.
- Meta: o clique vale por 62 dias. No modo de leads qualificados (o evento de CRM, que vai sem valor e mede a qualidade do lead), o evento precisa ter no máximo 7 dias.
Passado o prazo, a linha fica como "clique fora do prazo" e não é enviada. Reenviar não muda isso, e a tela diz por quê.
Um detalhe que costuma confundir: o Google responde que recebeu o envio, e processa o casamento depois. A resposta imediata não prova que a venda foi creditada a um anúncio. O que prova é a coluna de conversões da campanha nos dias seguintes. Na Meta, o envio vai pela API de Conversões marcado como venda em loja física, que é o que descreve uma venda fechada fora do site.
O que fica com a agência, e o que fica com o cliente:
Quem liga o envio para a conta de anúncio de um cliente é a agência. O cliente final enxerga os próprios leads e relatórios, mas não liga nem desliga conversão para a conta de anúncio, que é decisão de quem opera a campanha.
Duas conversas valem antes de ligar o modo real. A primeira é com o cliente sobre a política de privacidade dele, que precisa prever o envio de e-mail e telefone em SHA-256 às plataformas. A segunda é sobre o financeiro: se a cobrança não é lançada, não há venda para devolver, e a conversão offline vira uma fila vazia.
Se você quer entender antes de onde vem o identificador que torna tudo isso possível, a página sobre como rastrear a origem do lead mostra o caminho do anúncio até o contato. E se a dúvida é por que o gerenciador e o cliente nunca contam o mesmo número, comece pela página sobre conversão do gerenciador x lead real.
Perguntas frequentes:
O que é conversão offline?
É a venda que aconteceu fora do site, no telefone, no WhatsApp ou no balcão, devolvida à plataforma de anúncio com o identificador do clique que trouxe a pessoa. Ela permite ao Google Ads e à Meta aprender com quem pagou, e não só com quem clicou.
O TexLead envia conversões assim que eu conecto a conta?
Não. Ele começa em ensaio: monta a fila e mostra o que seria enviado, sem tocar a plataforma. O modo real é um pedido explícito da agência, registrado na trilha.
Quais dados pessoais vão para o Google e para a Meta?
O e-mail e o telefone da pessoa, transformados em SHA-256 antes de sair, além do identificador do clique e do valor da venda. Isso precisa constar da política de privacidade do cliente.
Até quantos dias depois do clique a venda ainda pode voltar?
No Google Ads, 63 dias. Na Meta, 62 dias, e 7 dias no modo de leads qualificados. Depois disso a linha fica como clique fora do prazo e não é enviada.
Posso reenviar uma conversão que já foi enviada?
Não. Reenviar uma conversão aceita faria a plataforma contar duas vendas, então o TexLead recusa e explica. O reenvio vale para o que falhou, foi recusado, ficou sem conta conectada ou ficou em ensaio.
O TexLead garante que a venda será creditada ao anúncio?
Não. O Google responde que recebeu e faz o casamento depois, e a Meta casa pelos identificadores disponíveis. O que o TexLead garante é enviar uma vez só, com o valor que entrou, e mostrar o estado de cada envio.
Página atualizada em: 19/10/2026